Eu quero lá saber se o Senhor Soares dos Santos transferiu a Sociedade Francisco Manuel dos Santos (que tem 56% da Jerónimo Martins) para a Holanda, para a China ou para o "Cu-de-Judas"! Eu quero lá saber se o Senhor Soares dos Santos, respeitando as regras que lhe são colocadas à disposição, vai acumular mais riqueza e benefícios! Desde que o empresário em causa continue a pagar aos seus colaboradores salários acima de média, a gratificá-los, anualmente, tendo por base os lucros do Grupo e a criar mais empregos numa linha de aparente sustentabilidade... o empresário só faz bem em ir atrás da razão da sua existência. Será justo criticar-se com tanta insistência Soares dos Santos e por outro lado deixar-se branquear, candidamente, as políticas de outros gestores, estes da coisa pública, que se tem limitado, ao longo de tantos e tantos anos, apenas e só a empobrecer este País? Boicotar os produtos "Pingo Doce", caro João Almeida (vice-presidente da bancada do CDS)? Então e os desempregados que isso poderia originar? “Peanuts”, não era Senhor Deputado? Seria bom que Vossa Excelência (e outros críticos do Empresário) explicasse aos Portugueses qual é a fórmula que usa na gestão das suas empresas e já agora dissesse, também, quantos postos de trabalho é que já criou e espera vir a criar em Portugal! Quem dera a todos nós que existissem 20 ou 30 Soares dos Santos, mais outros tantos Belmiros de Azevedos e que cada um deles transferisse a sua sede social para um qualquer sítio onde nem ao diabo tenha lembrado deixar as botas! Era sinal de investimento, de emprego, de desenvolvimento e de futuro... ao invés de outros quejandos para quem esse mesmo investimento, criação de emprego, desenvolvimento e futuro não vai além do mamar constante na infindável teta do erário público (mesmo em tempos de asfixia social). Enfim...
Miguel Relvas revelou ao País (não, não foi através do FaceBook) que foram encontradas pelos actuais responsáveis do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), trancadas que estavam às sete chaves numa das salas da instituição, 687 facturas não contabilizadas num total de 6,78 milhões de euros! A maioria foi passada este ano, mas foram encontradas facturas datadas de 2004 e 2005. O dinheiro, como é lógico, está a ser reclamado pelos mais de cem credores que não param de ligar para os serviços de contabilidade do Instituto, que de pés e mãos atadas pelo facto da dita “papelada” não estar declarada, se vêem entretidos com o habitual “blá-blá” de ocasião! No meio de tudo isto, mandaria o bom senso que o anterior responsável (?) pela “coisa” durante os últimos 6 anos de Governo do “menino de oiro”, o Senhor Laurentino Dias (presente na “Comissão Parlamentar de Educação sobre as fusões e extinções de organismos da juventude e desporto” - onde se tornou pública a notícia), tivesse “botado” uma qualquer prosápia sobre o assunto, mas nada! Ao menos, que diabo, ao menos ter criticado o dinheiro que se esbanjou na contratação do serralheiro que arrombou a porta... já que ninguém teve a feliz ideia de lhe perguntar se sabia ou não do paradeiro da respectiva chave (sic). Facturas escondidas? Numa sala trancada? Apetece rir, desbragadamente, caso estas “anedotas”, do mais puro “show-off”, não viessem a servir, nos tempos mais próximos, para justificar os muitos milhões e milhões de “donativos” que a divindade Estado vai sacar à maralha do costume. PS: Já agora, por descaro de consciência, dêem uma vista de olhos a todas as casas de banho da instituição. Aqui à tempos, um grande empresário da nossa praça, agora com escritórios em Cabo Verde, segundo consta, disse serem esses locais óptimos para guardar discretamente documentos inconvenientes (sic)!
PS: Cara leitora, caro leitor, se tiver saudades minhas – e eu terei suas – há-de encontrar-me, novamente, mais dia menos semana, aqui pelo “coiso”. Não lhe chamo férias… antes introspecção. Até lá!
Enquanto o panegirista “cagão” disserta humildemente sobre a desculpabilização do naturalíssimo, mas fedorento peido...
o político, prepotente, defende com unhas e dentes a substância da claríssima cagada artificial que produziu!
Infelizmente... a deste último faz lei (sic)!
O PCP considera o Programa de Emergência Social do Governo um documento criador de estigmas, que perpetua situações de pobreza e que não resolve os problemas, aumentando, na realidade, a exclusão social. "Vem o Governo agora com um plano de emergência social para acudir aos pobres, dizem eles! É evidente que um pobre gosta de qualquer ajuda, de qualquer solidariedade, mas o grande drama é a marca de classe dessa mesma medida." E tem razão, sim senhor, o camarada Jerónimo de Sousa! Então não é que toda aquela "maralha" de insensíveis governantes pretende saciar a fome dos “pobrezinhos” com os sobejos das travessadas dos restaurantes (deixadas por "odres" transbordantes de "Cabrito à Pastor" e "Bacalhau na Brasa") e aliviar-lhe as maleitas com as carroçadas de medicamentos fedentes que iam direitinhos para a incineradora? Sinceramente! Só mesmo uma "esquerda" como esta para pintar um cenário de marmitas a encheram-se de ossos e espinhas e de doentes crónicos em fila "pirilau", pacientemente esperando às portas das farmácias pelo dia em que termina o prazo do medicamento "x" ou do medicamento "y"... enquanto a "negra", do outro lado da rua, os espreita de foice em punho! Para o Partido Comunista, o ideal, mesmo, seria o Governo mandar abrir as portas de todas as unidades hoteleiras e de restauração, bem como das farmácias e laboratórios nacionais (de preferência em pacote "tudo-incluído") a todos os pobres verdadeiros, falsos, "assim-assim" e indecisos... debitando directamente as despesas aos Senhores Américo Amorim, Alexandre dos Santos e Belmiro de Azevedo (sic)! Enfim: nunca está satisfeita, esta gente! Exclusão social seria não poder dar qualquer tipo de apoio e não oferecer uma alternativa em espécie. É que não estamos em tempos de fartura, em que se possa desperdiçar, para quem precisa, aquilo que sobra a quem tem em excesso e não quer deitar fora. Marca de classe?
O Álvaro condenou o "ambiente de ostentação" que encontrou no Ministério da Economia! Na comissão parlamentar respectiva, criticou a política de endividamento dos últimos anos e aproveitou para mandar o "bitaite" de que o "excessivo endividamento" se deveu à obsessão fontista de deixar obra feita. Talvez por isso e numa prova de desapego ao dito "fontismo", o homem pouco mais disse que o Manel dos Pistons ou o Quim-Tó da Barbearia: que o País precisa de exportar mais... e de novos postos de combustível "low-cost"! Só não disse como! Para um "super-ministro" que é coadjuvado por uma "super-chefe de gabinete" que aufere um "super-vencimento" de 5.821 € mensais, tal afirmação só prova que das teorias aos actos vai uma distância de tal maneira excessiva e proeminente que o augúrio que daí resulta não poderá deixar o "super zé-pagante" esperançado num qualquer melhor amanhã. Mas voltando à super-chefe de gabinete, a única coisa palpável neste primeiro mês de governação no Ministério (sic), o Álvaro teve o descaro de se defender das "bocas" que a oposição debitou sobre a Marta, dizendo que "a qualidade tem de ser paga". Por outras palavras (e por aqui se vê a grandeza do político Álvaro) cometeu a indelicadeza de publicamente vir alvitrar que os outros ministros estão rodeados de uns chefes de gabinete de duvidosa índole, que não merecem mais que os "míseros" 3.892 € mensais que lhes pagam! E depois disto, saber que o escolhido por Pedro Passos Coelho para desempenhar tal cargo apenas merece uma mensalidade de 4.592 €, é deveras preocupante para todos nós. Um Primeiro-Ministro que é coadjuvado por uma "luminária" de tão baixos lúmenes, é um político que vive no limiar do lusco-fusco e talvez por isso ninguém ainda tenha vislumbrado grandes rasgos de luz ao fundo do túnel! Mas haja esperança no Pedro e nas "coisas" do Álvaro! Afinal ainda só lá vão meia dúzia de dias de governação... e umas largas dezenas de nomeações!