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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
À BASE DE ASPÁRTAMO

Eu não fui às mercearias do Senhor Soares, no dia 1 de Maio, e sinceramente, porque sem qualquer “dor de corno”, também não critico os que nessa data visitaram as ditas do citado! Por certo foram os mesmos simplórios, pacóvios, que protagonizaram aquele tristemente célebre episódio, penoso e ruinoso da “estória” nacional, o Euro/2004, onde idêntica labreguice colectiva tuga encheu de “bandeirinhas“ janelas, automóveis, varandas e marquises de alumínio! Os “led’s” da televisão transmitiram o “cliché” de um país que continua a viver em degradação evidente! Milhares de pessoas invadindo grandes superfícies comerciais! Confusão, incidentes, pancadaria, polícia de choque, prateleiras vazias, “saque” de produtos. Portugal pareceu viver meia dúzia de horas em período de pré-guerra, sismo, tornado ou tsunami capaz de fazer “inveja” ao povaréu de Banda Ache ou àquele outro da costa nordeste do Japão! Ou então (mais certo?) quis dar na realidade a imagem desnuda do seu verdadeiro terceiro mundismo que todos os dias alguns vão tentando, a custo, vestir. Imagine-se que amanhã o Engenheiro Belmiro decide fazer promoções de 80% nas suas mercearias? Está no seu direito como o Senhor Soares esteve no seu e sendo assim cabe a todos nós (simplórios pacóvios?) ter o discernimento necessário para saber que ao embarcar nestes aparentemente bem-aventurados “caprichos” estamos a gastar muito mais dinheiro do aquele que precisaríamos gastar, a contribuir para entrar em períodos de enorme frustração por não poder voltar a comprar produtos que agora compramos... e que mais cedo ou mais tarde lá teremos de voltar à “Dica” e ao desenrasca das receitas do Chefe Hernâni. Enfim: depois de muitos se consolarem, por uns dias, com apetecíveis doces pingos, vai ser penoso, mesmo, vê-los regressar, irremediavelmente, às “dietas” à base de aspártamo (sic). Mas pronto, consolaram-se... ainda que por instantes.



publicado por A. Carvalho às 12:54
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Domingo, 18 de Março de 2012
O ANTELÓQUIO

Quando o arrazoado que antecede a parte principal de um texto ou de uma obra literária se transforma no foco central das luzes da ribalta, é prova mais do que evidente que o seu autor (porque conhecedor da mediocridade da sua posterior escrita?) apenas quer vender gato por lebre a um qualquer incauto leitor! Mas quando muitos desses leitores, estes bem mais acautelados e prudentes, como jornalistas, comentadores, paineleiros, “residentes” e outros assumidos fazedores de opinião, alinham em publicitar até à exaustão tão pobre, desinteressante e deslocado exercício de escrita (o antelóquio), então a “cousa” extrapola já para uma outra dimensão, que é a da existência real de uma sociedade estéril e definhada, onde à falta de noticiário se opta por fazer notícia da não notícia e onde à falta de casos se aproveitam os acasos do ocaso. Isto é mais ou menos como dissertar (bem ou mal, pouco ou nada interessa) sobre a muita chuva que caiu no ano transacto, sabendo à partida que isso em nada alterará o extenso e preocupante período de seca em que o País, hoje, está mergulhado! Enfim! A rir com tudo isto deve estar o visado “infiel” apontado pela pena do vingativo escriba! Na “longínqua” e chiquérrima Paris do “16º. Bairro”, entre diplomatas, herdeiros de imensas fortunas, filhos de papás príncipes e outros que da lei da mesquinhez e das conversas de comadres ao soalheiro se libertaram, o visado, que ficará registado para a história, quiçá, por muitas outras bem mais trágicas e marcantes decisões, ao ler o que sobre ele se escreveu por certo terá fechado despreocupadamente o jornal e saboreado calmamente um “Grand Marnier”, no “Café de Flore”, ali mesmo em Saint-Germain-des-Pré, rumando de seguida à obrigatória “Brasserie Lipp” para degustar uma “terrine de campagne” e um “mille-feuilles au baba au rhum”... indiferente à pequenez e à pobreza de espírito da “pateguisse” tuga (sic)!



publicado por A. Carvalho às 11:10
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
EU QUERO LÁ SABER...

Eu quero lá saber se o Senhor Soares dos Santos transferiu a Sociedade Francisco Manuel dos Santos (que tem 56% da Jerónimo Martins) para a Holanda, para a China ou para o "Cu-de-Judas"! Eu quero lá saber se o Senhor Soares dos Santos, respeitando as regras que lhe são colocadas à disposição, vai acumular mais riqueza e benefícios! Desde que o empresário em causa continue a pagar aos seus colaboradores salários acima de média, a gratificá-los, anualmente, tendo por base os lucros do Grupo e a criar mais empregos numa linha de aparente sustentabilidade... o empresário só faz bem em ir atrás da razão da sua existência. Será justo criticar-se com tanta insistência Soares dos Santos e por outro lado deixar-se branquear, candidamente, as políticas de outros gestores, estes da coisa pública, que se tem limitado, ao longo de tantos e tantos anos, apenas e só a empobrecer este País? Boicotar os produtos "Pingo Doce", caro João Almeida (vice-presidente da bancada do CDS)? Então e os desempregados que isso poderia originar? “Peanuts”, não era Senhor Deputado? Seria bom que Vossa Excelência (e outros críticos do Empresário) explicasse aos Portugueses qual é a fórmula que usa na gestão das suas empresas e já agora dissesse, também, quantos postos de trabalho é que já criou e espera vir a criar em Portugal! Quem dera a todos nós que existissem 20 ou 30 Soares dos Santos, mais outros tantos Belmiros de Azevedos e que cada um deles transferisse a sua sede social para um qualquer sítio onde nem ao diabo tenha lembrado deixar as botas! Era sinal de investimento, de emprego, de desenvolvimento e de futuro... ao invés de outros quejandos para quem esse mesmo investimento, criação de emprego, desenvolvimento e futuro não vai além do mamar constante na infindável teta do erário público (mesmo em tempos de asfixia social). Enfim...



publicado por A. Carvalho às 18:21
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
SHOW-OFF

Miguel Relvas revelou ao País (não, não foi através do FaceBook) que foram encontradas pelos actuais responsáveis do Instituto do Desporto de Portugal (IDP), trancadas que estavam às sete chaves numa das salas da instituição, 687 facturas não contabilizadas num total de 6,78 milhões de euros! A maioria foi passada este ano, mas foram encontradas facturas datadas de 2004 e 2005. O dinheiro, como é lógico, está a ser reclamado pelos mais de cem credores que não param de ligar para os serviços de contabilidade do Instituto, que de pés e mãos atadas pelo facto da dita “papelada” não estar declarada, se vêem entretidos com o habitual “blá-blá” de ocasião! No meio de tudo isto, mandaria o bom senso que o anterior responsável (?) pela “coisa” durante os últimos 6 anos de Governo do “menino de oiro”, o Senhor Laurentino Dias (presente na “Comissão Parlamentar de Educação sobre as fusões e extinções de organismos da juventude e desporto” - onde se tornou pública a notícia), tivesse “botado” uma qualquer prosápia sobre o assunto, mas nada! Ao menos, que diabo, ao menos ter criticado o dinheiro que se esbanjou na contratação do serralheiro que arrombou a porta... já que ninguém teve a feliz ideia de lhe perguntar se sabia ou não do paradeiro da respectiva chave (sic). Facturas escondidas? Numa sala trancada? Apetece rir, desbragadamente, caso estas “anedotas”, do mais puro “show-off”, não viessem a servir, nos tempos mais próximos, para justificar os muitos milhões e milhões de “donativos” que a divindade Estado vai sacar à maralha do costume. PS: Já agora, por descaro de consciência, dêem uma vista de olhos a todas as casas de banho da instituição. Aqui à tempos, um grande empresário da nossa praça, agora com escritórios em Cabo Verde, segundo consta, disse serem esses locais óptimos para guardar discretamente documentos inconvenientes (sic)!

 

PS: Cara leitora, caro leitor, se tiver saudades minhas – e eu terei suas – há-de encontrar-me, novamente, mais dia menos semana, aqui pelo “coiso”. Não lhe chamo férias… antes introspecção. Até lá!



publicado por A. Carvalho às 18:03
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
PEDITUM

Enquanto o panegirista “cagão” disserta humildemente sobre a desculpabilização do naturalíssimo, mas fedorento peido...
o político, prepotente, defende com unhas e dentes a substância da claríssima cagada artificial que produziu!

Infelizmente... a deste último faz lei (sic)!



publicado por A. Carvalho às 18:03
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